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À Volta dos Livros

por Paulo Pinto, em 17.10.13

..com a Ana Daniela Soares. Acabadinho de gravar, passa one of these days na Antena 1.

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publicado às 11:35

Eu na TV

por Paulo Pinto, em 15.10.13

Acabei de chegar de uma participação no programa do Manuel Luís Goucha, na TVI. O que julguei que fosse uma entrevista de 3 minutos sobre o livro acabou por ser, afinal, uma longa intervenção a abrir o programa, envolvendo depoimentos recolhidos na rua e comentário em estúdio. Qualquer uma daquelas perguntas daria uma conversa para um programa inteiro, como se percebe. O anfitrião surpreendeu-me, pela simpatia e, sobretudo, pelo conhecimento que tinha do tema em discussão (o livro).

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publicado às 12:37

imprensa

por Paulo Pinto, em 14.10.13

Neste fim-de-semana saíram três peças sobre o livro: na "Revista" do Expresso, no "Domingo" do Correio da Manhã e no "QI" do Diário de Notícias de sábado. O caso do DN é, a todos os títulos, lamentável: não só não colocaram o subtítulo, levando os leitores a pensar que se trata de uma obra sobre o "descobrimento da Austrália", como as notas no final estão erradas, referindo-se, na realidade, a outros textos do livro. Quem ler aquilo achará que se trata de um disparate completo. Não me esquivo a esta conclusão, mas gostava que com outros argumentos.

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publicado às 11:51

reflexão

por Paulo Pinto, em 09.10.13

Talvez me devesse ter esforçado mais e escrito coisas úteis e práticas. Como sobreviver com ordenado mínimo. Como sobreviver sem ordenado mínimo. Como poupar nas compras, no consumo de energia, nas refeições. Como conseguir algum rendimento extra ao fim do mês, como aproveitar promoções e descontos. Como arranjar uns biscates. Como manter a esperança em tempos sombrios. Como escapar ao empobrecimento. Como erradicar dos dicionários a palavra crise.

Em vez disso, dou uma espécie de festa solitária, com respostas às perguntas que eu próprio faço. Espero, ao menos, que sejam boas, umas e outras. E que utilidade terão, em tempos de crise? Muito pouca, provavelmente. Para fazer as pazes com o passado, talvez. Para entender o presente, quem sabe. Para que servirá a História? Estas, em particular? Fica um ponto de reflexão da Introdução do livro, que reza assim: "Um povo com uma boa relação com o seu passado possui maior capacidade para se relacionar com os outros povos de forma descomplexada e maior maturidade para refletir sobre as suas escolhas e evitar a repetição de erros cometidos. Rejeito, portanto, por completo a ideia da inutilidade da disciplina histórica, como desprezo o seu uso meramente cosmético."

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publicado às 17:12

blind teaser

por Paulo Pinto, em 08.10.13

"Menos dignas, frágeis, passivas, lascivas, astutas e más: eram estas, em suma, as características femininas consagradas na tradição europeia. Quando se fala do papel que as mulheres terão desempenhado nas viagens de descobrimento, na colonização do Brasil ou na administração do Estado da Índia, é frequentemente esquecida uma dimensão básica e fundamental: as mulheres tinham um estatuto de clara inferioridade porque os sábios da Antiguidade, a Bíblia Sagrada e os Doutores da Igreja atestavam que eram naturalmente inferiores aos homens."

 

"Um exercício de imaginação: alguém consegue conceber a imagem de gigantescas armadas a sair de Lisboa e a percorrer os portos do Mediterrâneo e do Norte da Europa, impondo a vassalagem dos monarcas europeus ao rei de Portugal?"

 

"João de Barros confirma que os chineses acreditavam, nesse tempo, que os portugueses realmente raptavam moças e moços «e que os comíamos assados»."

 

"Numa animada discussão havida há alguns anos na blogosfera, um blogger ficou irritado – e com o ego patriótico ferido, ao que percebi – por eu me ter referido aos soldados de Afonso de Albuquerque como «tropa fandanga», expressão alegadamente ofensiva do que então chamou de «exército português na Índia». (...) A verdade é que a expressão significa apenas gente indisciplinada, e os homens que Albuquerque comandou eram-no, sem dúvida."

 

"O seu livro contém ainda uma expressão célebre, que sintetiza o seu sentimento de frustração: o interior do Brasil não era explorado «por negligência dos portugueses, que sendo grandes conquistadores de terras não se aproveitam delas, mas contentam-se de as andar arranhando ao longo do mar como caranguejos»."

 

"Num certo dia de 2007, o Correio da Manhã publicou uma crónica do seu vice-diretor, que acompanhava a visita do Presidente da República à Índia, com as suas impressões de Goa. Lembro-me de ter então pensado que, das duas, uma: ou o autor não percebeu nada do que viu ou escreveu sem nunca lá ter posto os pés (...)".

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publicado às 21:11

dúvida

por Paulo Pinto, em 08.10.13

Hoje dei uma entrevista ao Correio da Manhã. Estou receoso com a escolha da gravata.

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publicado às 20:19

Avatar, Pocahontas, Danças com Lobos, Urumi, A Espada do Rei, Jurassic Park, Cristóvão Colombo - O Enigma, 2012, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Dune, Non, ou a Vã Glória de Mandar, O Quinto Império, Forrest Gump, Innocence of Muslims, Kagemusha, Holocausto Canibal, O Último Mundo Canibal, Sete Anos no Tibete, A Missão, 300, Caramuru – a Invenção do Brasil, Os Olhos da Ásia, Hans Staden - Lá Vem Nossa Comida Pulando, O Senhor dos Anéis, Lapu Lapu, E.T., Elizabeth – a Idade de Ouro, Silêncio, A Vénus Negra, Os Flintstones, Shogun (série), Star Trek (série), A Canção de Lisboa. Ena, tantos. Que raio têm estes filmes a ver com "Descobrimentos"? E com o livro? Tudo, tudo.

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publicado às 21:26

mais um teaser

por Paulo Pinto, em 07.10.13

"Nem todos os que viram o filme 2012 se terão apercebido de que a explicação para o cataclismo que serve de base ao enredo do filme não foi elaborada por um qualquer argumentista de Hollywood, mas sim por um professor de liceu americano (...)" (38. Que tem de extraordinário o mapa de Piri Reis?, p. 128).

 

"[Os planos de Afonso de Albuquerque] incluíam, além disso, o desvio do curso do rio Nilo, com a ajuda da Etiópia, de forma a conduzir o Egito à ruína e, por consequência, ao colapso de todo o mundo muçulmano. Para esse efeito, chegou a pedir ao rei que lhe mandasse gente da Madeira, habituada ao trabalho de fazer levadas e trabalhos de hidráulica." (53. Quais eram os planos de Afonso de Albuquerque?, pp. 174-175).

 

"Alguns lembrar-se-ão: surgiram pelo verão de 2009, entre as eleições europeias e as legislativas e um pouco por toda Lisboa, uns cartazes em tons de azul e branco com a efígie dos principais líderes políticos de então, e com a legenda «mande a velha política portuguesa para bem longe daqui». (...); no topo, em letras bem visíveis, estava a mensagem principal: «A Conchichina Precisa Deles»" (64. Onde ficava a Cochinchina?, p. 203).

 

"«A História dos nossos dois países cruza-se há cerca de cinco séculos; os interesses e contradições de hábitos, culturas e religiões produziram o “direito à diferença” em salutar relação que tem perdurado durante séculos.» Não é fácil encontrar uma expressão acerca das relações Portugal-Japão mais infeliz do que esta, embora abra uma publicação dedicada aos 450 anos da chegada dos Portugueses ao arquipélago nipónico e o seu autor seja o presidente de Honra das respetivas comemorações oficiais" (79. Porque foram os Portugueses expulsos do Japão?, p. 245).

 

"Quem se der ao trabalho de ir ao ir ao YouTube e fizer uma busca por «cinnamon challenge», deparará com resultados desconcertantes; milhares de vídeos, de diversas nacionalidades, sobre uma tarefa estranha: comer uma colher de canela, sem água; tem direito a entrada na Wikipédia, em cinco línguas, e até o governador do estado americano do Illinois, Pat Quinn, se prestou a esse papel" (81. E qual a sua utilidade [das especiarias]?, p. 252).

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publicado às 21:02

História, cárie e arroz integral

por Paulo Pinto, em 06.10.13

"Uma das ideias que tenho por mais enraizadas é que Portugal padece de uma espécie de “cárie histórica”. Quero com isto dizer que a nossa perceção para analisar e compreender as realidades complexas do nosso país e do mundo lá fora está muito sujeita à ação corrosiva da ignorância, do estereótipo, do imediatismo superficial e da explicação simplista, banal e dicotómica entre bons e maus, preto e branco, culpados e vítimas. É contra isto que a História pode fazer as vezes de “flúor intelectual”, providenciando uma compreensão mais profunda e a várias dimensões, concedendo perspetivas mais largas e providenciando, assim, uma melhor reflexão e conhecimento e, por consequência, uma ação mais sensata e eficaz. (...)

Na verdade, a História é como o arroz: a sua riqueza vitamínica está na casca, mas as pessoas preferem o miolo branquinho e saboroso. Portanto, os historiadores alimentam-se da casca nutritiva, onde residem as causas explicativas, as estruturas dominantes, as dinâmicas civilizacionais, os grandes rasgos interpretativos, as abordagens comparativas; o público, esse, petisca pormenores pitorescos, historietas anedóticas e curiosidades factuais, agradáveis ao palato mas muito pobres do ponto de vista nutritivo. Este livro pode portanto ser entendido como o resultado de um esforço macrobiótico para produzir, digamos, um arroz integral, que cumpra um mínimo de critérios nutricionais mas que passe nas provas de sabor e conste em menus gastronómicos."

 

(da Introdução, pp. 18-19)

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publicado às 16:12

teaser

por Paulo Pinto, em 04.10.13

Frases soltas:


"Não é preciso procurar muito; basta digitar “Flor de la Mar” no Google e espreitar a primeira página de resultados: informações incríveis sobre um fabuloso tesouro perdido nas águas indonésias (...)" (19. Existe um tesouro da Flor de la Mar?, p. 72)

"Quem já viu o Jurassic Park de Steven Spielberg sabe do que falo: preencher os vazios para montar uma estrutura incompleta pode ter resultados desagradáveis" (30. Camões esteve em Macau?, p. 104)

"Nem todos os que alguma vez leram O Segredo do Espadão, de Edgar P. Jacobs, terão reparado num pormenor singular deste clássico da banda desenhada." (68. Houve Portugueses no Tibete?, p. 214)

"Em 2009, o primeiro-ministro australiano tentou, em jeito de piada, explicar que boa parte da tensão que por essa altura existia entre o seu país e a China podia muito bem ter origem numa frase que proferira em tempos em Pequim, quando ainda era um jovem diplomata. Dissera então que «a China e a Austrália passam atualmente por um fantástico orgasmo mútuo»" (73. Porque falhou a primeira embaixada portuguesa à China?, p. 228)

"A 17 de fevereiro de 1980, o diretor de cinema Ruggero Deodato foi preso sob acusação de obscenidade. O realismo do seu filme Holocausto Canibal, estreado poucos dias antes, levara as autoridades italianas a tomar por verdadeiras as mortes e as cenas de mutilação e ultraviolência presentes na película, obrigando o realizador a levar os atores à barra do tribunal para provar, simplesmente, que estavam vivos." (76. Qual a perceção dos Portugueses acerca da antropofagia?, p. 236)

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publicado às 11:45




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