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Número sete

por Paulo Pinto, em 31.03.14

O sétimo Quinta Essência, na Antena 2, à conversa com João Almeida. Rota do Cabo, vida a bordo das naus, Cochinchina, chegada dos portugueses a Timor, a mulher nos Descobrimentos, os portugueses no Tibete e as viagens chinesas do século XV são os temas, com uns quantos engasganços à mistura. Passou ontem, repete sábado. A transmissão será agora suspensa durante várias semanas, para dar lugar a emissões dedicadas aos 40 anos do 25 de Abril. As três conversas que restam serão emitidas oportunamente.

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publicado às 17:38


7 comentários

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De rui ramos a 09.04.2014 às 00:22

Sou ouvinte assíduo do Quinta Essencia porque me fazem companhia quando regresso a casa após aulas nocturnos, via podcast (sou Professor de Psicologia no Ensino Superior - UCP, Braga) e em pouquíssimas viagens adquiri mais conhecimento sobre os Descobrimentos que nestas 4 décadas, pese embora a Historia de Portugal ser um hobby.
A forma como comunica ciência histórica é deveras muito particular, evitando com cautela o 'nunca' e o 'sempre' deixando no ouvinte que não procura certezas um gosto ainda maior pela exploração dos factos.
Há um aspecto que sempre tive curiosidade em explorar - O Quinto Império e a lenda dos Templários em associação ao projecto de Dº João II e Dº Manuel. Sei que não passa de uma lenda, mas seria motivo para incluir nas 'mais 100 perguntas - parte II'. O mistério perdura: porque razão Dº João II empreende com tanta certeza uma estratégia de missionária em nome de Cristo ? Que recursos tinha afinal ? Fora financiado pelo espólio dos templários ? Dº Manuel deu ou não com a lingua nos dentes ao afirmar afinal que tinha sido o ungido de Deus para liderar a nova era do 'espirito santo' e dos 'peixes' ? O Vieira retoma a ideia do Quinto Império, assim como o Pessoa ? Toda esta confusão nutre o meu imaginário. Por vezes, como dizia o John Ford quando estamos perante a verdade ou a lenda, se esta ultima é mais fabulosa, opte-se pela Lenda.
Obrigado pela Atneção,

Rui Ramos
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De Paulo Pinto a 09.04.2014 às 00:57

obrigado. Os programas foram mais ou menos atabalhoados, improvisados, com o João Almeida sempre a desviar e a interromper e eu a perder-me, mas acho que não resultaram mal. Quanto ao que pergunta, não é temática que eu conheça, confesso, tudo o que envolve a "mística" dos Descobrimentos é uma dimensão que me escapa, Templários incluídos. Convém, contudo, ter presente o seguinte: primeiro, que a ligação dos Templários e dos seus tesouros ocultos à Ordem de Cristo é, até ver, uma lenda; mas a Ordem de Cristo só foi integrada na Coroa com D. Manuel. Até lá, D. João II financiava tudo com o ouro da Mina. Segundo, que o sentido místico de predestinação, de "escolhido por Deus", parece ter sido mais ou menos exclusivo de D. Manuel, que tinha um verdadeiro projeto imperial (falo disso no livro, e na rádio tb o mencionei); só conheço uma obra que explora esta dimensão, mais ou menos ignorada, do rei: "O Projeto Imperial Manuelino", de Luís Filipe Thomaz (original em francês, com versão traduzida em português). Por fim, a ideia do Quinto Império está de certa forma ligada a tudo isto, mas apenas conheço fragmentos e generalidades, falta ainda um estudo global, envolvendo um conhecimento aprofundado da cultura e da produção intelectual portuguesa de vários séculos.
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De rui ramos a 14.04.2014 às 16:12

Obrigado pelo comentário.
Obrigado ainda pela associação do Dº Manuel I à Ordem de Cristo e não ao Dº João II.
De qualquer dos modos contínuo fiel à ideia que faltam algumas peças neste puzzle da historia dos descobrimentos e algumas delas poderiam ser explicadas pela influência da Ordem de Cristo ? Porque razão por exemplo Dº Manuel insiste no dominio do mundo mulçumano ? Que poder financeiro escondia para seguir com essa empresa ? Por isso julgo que o financiamento de uma Ordem tão poderosa como a Templária, que na altura estava a ser presseguida pelo Rei de França se escondeu em Dº Manuel para continuar a querer libertar os lugares de Cristo ?
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De AB a 10.04.2014 às 17:01

Ouvi os programas todos de seguida. Os meus parabéns. Gostei mesmo muito. Realmente é uma pena o João Almeida estar sempre a interromper. Por vezes, é tal o despropósito que dá a impressão que quer ser ele a estrela dos programas. Vou comprar o livro.
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De Paulo Pinto a 10.04.2014 às 17:10

Obrigado. Mas há alguma injustiça nas suas palavras: o formato do programa é assim, e as perguntas do João Almeida dão vivacidade a 50 minutos (x 10 programas) que, de outra forma, correriam de forma bem mais monótona, agravados pela minha tendência para me "esticar" com pormenores enfadonhos.
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De AB a 10.04.2014 às 18:47

Pode haver alguma injustiça, mas como ouvinte é a impressão que me dá. são extremamente irritantes as constantes interrupções do seu discurso, pelo menos para ouve. Também não gosto muito da maneira como ele faz as questões, numa espécie de espanto infantil, mas isso é o estilo dele. Seja como for, gosto muito do programa.
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De rui ramos a 14.04.2014 às 16:04

Em relação ao estilo do jornalista João Almeida (JA), na 'Quinta Essência' e desde que há alguns anos sou seu ouvinte já muito me passou pela cabeça. Se por um lado, é verdade, que tem um estilo, aparentemente intromissivo, por outro, convenhamos, temos um programa de 'autor' sendo esse o 'seu' estilo. Ora, sendo o 'seu' programa, tem todo o direito e o dever de fazer do material que recolhe o que bem entender. A isto chamo liberdade de imprensa e só assim seremos melhor informados.
Considero até que, e mesmo no caso Paulo Jorge de Sousa Pinto, as 'achegas' e 'interrupções' do JA são muitas vezes derivadas do 'conhecimento popular' facto que dá ainda mais força e autoridade ao entrevistado em conseguir clarificar essas confusões.
Não imagino uma 'Quinta Essência' sem o João Almeida.

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