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ecce liber!

por Paulo Pinto, em 26.10.13

E lá foi. Na Bulhosa de Entrecampos, anteontem, com algum atraso. A Sofia Monteiro, da Esfera dos Livros, fez as honras da casa. O embaixador Francisco Seixas da Costa apresentou, com a jovialidade e a simpatia que lhe são características. Depois falei eu, apresentando algumas etapas do percurso de elaboração da obra; o desafio inicial, a forma empírica como escrevi, algumas preocupações que procurei manter presentes: o passado, o conhecimento desse passado e a visão que temos hoje de ambos. Não estava muita gente. Obrigado a todos.

Permito-me deixar aqui um último teaser (que o embaixador me fez recordar):

"A 3 de fevereiro de 1988, a imprensa portuguesa dava conta dos eventos, ocorridos na véspera, de celebração dos 500 anos da passagem do Cabo da Boa Esperança por Bartolomeu Dias. Em Lisboa, a Assembleia da República fizera uma sessão solene, com intervenções do Presidente da República e dos partidos ali representados. Muito curiosamente, o PCP falou na necessidade de “prosseguir a obra dos intrépidos das caravelas” e o CDS evocou a injustiça do regime do apartheid, então em vigor na África do Sul, “com sofrimento dos que teimam em se discriminar”. Em Mossel Bay, no local tradicionalmente atribuído ao desembarque dos portugueses em 1488, muitos milhares de pessoas juntaram-se para assistir a uma reconstituição (...) O problema é que a praia estava localizada numa zona exclusiva para brancos. Remédio? Pintar uns quantos de preto e pô-los a fazer de “indígenas”." (22. "O que aconteceu a Bartolomeu Dias?", p. 82).

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publicado às 19:10




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