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e ainda mexe

por Paulo Pinto, em 04.11.14

E hoje, mais de um ano depois do lançamento do livro e quando já caiu no esquecimento, a minha querida Helena Araújo brindou-me com uma apreciação crítica e simpática.

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publicado às 23:22

Ciência e Mistério

por Paulo Pinto, em 22.09.14

(clicar na imagem)

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publicado às 23:18

... the end, my friends

por Paulo Pinto, em 22.09.14

O 10º e último "Quinta Essência" na Antena 2, em conversa com João Almeida, dedicada à parte final do livro, "Descobrimentos e memória". Passou ontem e repete no sábado. Falou-se de Afonso de Albuquerque e do mito da decadência, o português como língua franca na Ásia, Timor, tolerâncias e intolerâncias dos portugueses e de outros europeus, um balanço final sobre os cinco séculos. See you around.

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publicado às 11:10

nº 9

por Paulo Pinto, em 17.09.14

A caminho da reta final, à conversa com João Almeida na Quinta Essência da Antena 2. Desta vez fala-se de especiarias (porque eram caras, para que serviam, onde e como eram compradas), em especial da pimenta e como se ergueu e caiu o "império da pimenta", e também de chá, depois passa-se a Tordesilhas e à contestação e concorrência europeia (em especial o assalto holandês), Molucas e Maluco, a colonização tardia do Brasil e remata-se com impressões sobre a sexualidade (hetero e homo), racismo e miscigenação na época dos "Descobrimentos".

(O horário do programa está atrapalhado no site da RTP; não sei quando passou nem quando repete).

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publicado às 15:01

Os Dias da Rádio

por Paulo Pinto, em 10.09.14

Voltaram. A Quinta Essência na Antena 2 e as conversas com o João Almeida a propósito de algumas perguntas do livro. Ficaram três programas por emitir, que foram retomados agora. Desta vez falou-se da receção aos portugueses na Ásia e depois é dado um salto demorado ao Japão, com a introdução da espingarda, os biombos nanban e o fim abrupto da presença portuguesa. No fim, para encerrar um programa dedicado aos encontros e desencontros, passa-se ao Novo Mundo e fala-se de antropofagia e selvajaria, se se pensava ou não que os ameríndios eram dotados de alma humana e como então se discutiam estas coisas. Termina com as diferenças entre portugueses e espanhóis. Para quem quiser ouvir, o link está ali ao lado.

Os dois últimos passarão nos dias 15 e 22.

Adenda: o programa mudou de horário. Agora é às segundas às 23, com repetição aos sábados às 10 h.

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publicado às 10:01

at last

por Paulo Pinto, em 06.08.14

Bom, acabei de descobrir (finalmente), uma espécie de recensão crítica ao livro. Escolho os excertos mais relevantes: "A desilusão foi enorme"; "o que é realmente lamentável nesta obra é o facto de não trazer realmente nada de novo para o património documental da gesta marítima, apesar da intenção iluminista"; "o autor se esconde num relativismo miserável"; e,  em jeito de conclusão: "Para que os seus livros deixem de ser uma enorme perda de tempo, Paulo Jorge de Sousa Pinto precisa de se aliviar um pouco do fardo do homem branco. Desconfio que isso será lago difícil para ele, pelo que este será para mim, um autor a evitar". Não tenho grande coisa a comentar, acho que há vários equívocos, talvez. Deixo um: o livro não se chama "100 respostas sobre etc.". Para verdades reveladas, unas, definitivas, inquestionáveis e que tranquilizam quem as lê, há escrituras sagradas de várias religiões. Mas eu escrevo sobre História, que é uma coisa um pouco diferente.

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publicado às 10:56

satisfação

por Paulo Pinto, em 26.07.14

Acabei de descobrir que o livro foi incluído no Plano Nacional de Leitura, na atualização para o ano letivo 2014-2015, mais precisamente, como "livro recomendado" no "apoio a projetos" do Ensino Secundário. E, bingo, em ambas as listas existentes neste grau de escolaridade, "História de Portugal" e "História Universal". É gratificante. Agora, bom bom, profes e muitos putos a mandar dúvidas e bitaites aqui para o blog, opá, isso é que era.

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publicado às 10:33

"Para Além de Capricórnio" - recensão

por Paulo Pinto, em 12.07.14

Teimosia minha: meti na cabeça que o moderadamente célebre livro de Peter Trickett, Para Além de Capricórnio, responsável pela difusão da tese do "descobrimento" da Austrália por Cristóvão de Mendonça, em 1522, merecia uma recensão crítica. Como nunca deparei com nenhuma, apesar de a obra ter sido - e continuar a ser - generosamente propagandeada pela nossa imprensa (e redes sociais) como uma "tese" fresca, credível, sedutora e alternativa às bolorentas e maçadoras verdades oficiais da nossa academia, decidi escrever eu uma. Portanto, fiz uma coisa inesperada: li o livro e apontei as inúmeras falácias, erros, grosserias, ingenuidades e ignorâncias que lá estão. Depois, encontrei alguém - a Brotéria, revista dos jesuítas portugueses - interessado em publicar um artigo sobre o assunto. Agradeço ao diretor, o P. António Vaz Pinto, SJ, a gentileza. Já saiu, e fica aqui a informação para quem quiser saber. E o desafio a quem quiser rebater o que lá está escrito. Assim que for possível, disponibilizarei o texto.

Paulo Jorge de Sousa Pinto, "A Austrália descoberta pelos Portugueses? Ficções aquém e além de Capricórnio", Brotéria, vol. 178, 5/6, maio/junho 2014, pp. 481-500.

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publicado às 23:17

Quinta Essência - Antena 2

por Paulo Pinto, em 31.05.14

Fui informado de que os 3 programas já gravados mas ainda não transmitidos, dedicados ao livro, serão difundidos apenas em setembro, nos dias 7, 14 e 21. A interrupção ficou a dever-se a uma série de entrevistas por ocasião do 25 de abril, que se prolonga até ao verão.

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publicado às 18:46

Faz-de-conta "de la Mar"

por Paulo Pinto, em 18.04.14

Façamos um exercício de imaginação. Há séculos, no auge da sua pujança económica, a cidade de Guimarães foi tomada por uma armada asiática. O Condado Portucalense soçobrou perante o poderio dos aguerridos malaios, feitos novos senhores dos mares ocidentais, que por cá andaram durante várias décadas. Os malaios, todavia, foram apenas os primeiros; depois deles vieram turcos e chineses que disputaram entre si, durante séculos, o domínio sobre a Península Ibérica. Portugal e Espanha são formações políticas recentes, o resultado da descolonização ocorrida há pouco mais de meio século. Não existe português nem castelhano, mas sim uma língua ibérica comum, oficial em ambos os países, afora línguas e dialetos locais. Por cá, chama-se "lingua de Portugal"; ali, "lingua de España".

O navio do capitão malaio que inaugurou a "era colonial" asiática, carregado com o espólio do saque de Guimarães, naufragou algures na costa algarvia, na viagem de regresso à Ásia. Ao longo dos tempos, cresceu a lenda em torno do magnífico tesouro português, perdido em parte incerta, e há décadas que portugueses e espanhóis o procuram. Nem uns nem outros conhecem contudo os detalhes das crónicas malaias que mencionam o assunto. Se o fizessem, o ardor da caça ao tesouro esmoreceria substancialmente. Não importa. Trata-se, no essencial, de uma questão de brio nacional, de orgulho identitário, de redenção da História. Afinal, Guimarães é o berço incontestado da nacionalidade portuguesa e da cultura ibérica. Por cá, o conquistador malaio é visto como um predador que interrompeu uma Idade de Ouro e que inaugurou meio milénio de colonialismo asiático. Do outro lado do mundo, é um herói que construiu um império, hoje desaparecido.

Imaginemos, então, que uma empresa de exploração subaquática informa ter descoberto o local do afundamento do navio, algures junto à costa do País Basco. De imediato, um ministro português declara que são apenas rumores mas, a serem verdadeiros, Portugal não deixará de fazer valer os seus direitos, por ser evidente que o navio transportava o tesouro que fora roubado ao Condado Portucalense.

A notícia corre mundo. Na Malásia, o assunto suscita algum entusiasmo em torno da provável descoberta do navio do grande governador malaio e do respetivo tesouro. A imprensa malaia reproduz, sem crítica nem confirmação, a informação das agências internacionais, a partir de uma notícia de um jornal português. Nem portugueses (que não conhecem as crónicas malaias) nem malaios (que não sabem bem onde fica Portugal) parecem aperceber-se de que o País Basco fica na direção oposta à rota que o famoso navio tomou e dista muitos quilómetros da região do naufrágio. Em todo o caso, o que impera é a excitação em torno dos exageradíssimos cálculos que circulam na internet em torno do riquíssimo tesouro. A imaginação inflamada sempre ganhou vantagem à leitura ponderada de fontes históricas. O tesouro nunca existiu, provavelmente, e o que repousa hoje algures nas águas algarvias revelar-se-á uma enorme deceção no dia em que for finalmente achado.

Tome o leitor as notícias recentes sobre mais um anúncio de uma alegada descoberta da Flor de la Mar, a nau de Afonso de Albuquerque que naufragou junto à costa de Samatra, carregada com o espólio da conquista de Malaca, em 1512. Inverta os papéis entre malaios e portugueses e terá um cenário aproximado do que se passou e do que está realmente em causa nesta história.

(publicado ontem no DN)

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publicado às 00:19



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